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quarta-feira, 12 de abril de 2017

3 dias e 4 noites em Portugal

Düsseldorf >> Porto >> Fátima >> Lisboa >> Frankfurt


Chegando em Porto (aeroporto)

Cais da Ribeira, Porto

O aeroporto de Porto é relativamente pequeno e com muitas placas indicativas. É obrigatório comprar um cartão individual para a utilização do metrô e a operação de compra também deve ser feita individualmente. Ou seja, eu quis comprar dois tickets de uma vez, mas no fim, eu estava comprando duas viagens para um único cartão. Um ajudante que estava perto chamou minha atenção e apontou as regras ao lado da máquina (em português, inclusive! Haha). Ah, e se for o seu primeiro destino em Portugal e não tiver dinheiro trocado, é melhor voltar ao saguão e comprar algo, pois as máquinas aceitam apenas moedas. Um sistema meio português burro, mas enfim. Cavamos todas as moedas do bolso e compramos dois tickets pra zona 4 (tem um mapa ao lado e é só conferir a estação que precisa ir saindo do aeroporto, eles calculam cada zona por tempo de viagem. O mapa do metrô é bem simples, o aeroporto fica na Zona N10 e nosso hotel ficava entre a estação Bolhão e Campo 24 de Agosto (ambas na zona C1). O cartão custa 0,60€ e a viagem para a Z4 1,95€. Saindo do aeroporto tem apenas a Linha E sentido Estádio do Dragão. Eles oferecem ainda um “andante tour 1” de 7€ válido por 24 horas e “andante tour 3” de 15€ válido por 72 horas. Mas como nosso hotel era extremamente central, acertadamente compramos um bilhete único e depois não foi mais necessário utilizar o transporte da cidade.

Estação Ferroviária de Porto - São Bento

É necessário validar o ticket apenas antes de entrar no metrô. Caso troque de linha, precisa validar de novo antes de entrar na próxima condução. Não há catracas ou controle permanente. Se ainda estiver dentro do tempo comprado (de acordo com a zona), não tem problema e nenhuma taxa adicional será necessária.

Para checar preços atualizados é só clicar aqui



2 noites e 1 dia em Porto:

Na primeira noite, apenas saímos pra dar uma volta rápida na redondeza e, obviamente, comer bacalhau, tomar vinho e finalizar com um vinho do porto. Apesar de termos ficado numa área mais central, era um pouco “longe” dos pontos turísticos, o que resultou num jantar mais barato que esperávamos (pratos variam entre 7 e 12 euros). Saímos de lá e fomos pra um bar na tal região badalada (próximo da Rua da Galeria de Paris) pra tomar uma cerveja portuguesa (sei que é covardia comparar com a cerveja alemã, mas foi a primeira e única! :D) e escutar música, nesse dia, brasileira! Pra ser sincera, Porto foi amor à primeira vista!

Terreiro da Sé, Porto

No dia seguinte, logo cedo, nos preparamos para o walking tour. Pensamos que teríamos a opção em português, mas ainda em Portugal as opções são: inglês e espanhol. Pela primeira vez na vida fiz um tour em espanhol. Mas como o nosso guia estava aprendendo espanhol e ele falava basicamente um portunhol, foi bem tranquilo! Na verdade, mais que isso, foi sensacional! Pra quem tem pouco tempo na cidade, que era nosso caso, vale muito a pena. O tour foi de 3 horas, repleto de história e visita nos locais por tempo cronológico, e onde descobrimos que o vinho do porto nada tem a ver com a cidade de Porto. Foi bem chocante na verdade...

Rio Douro e a Ponte S. Luís I

O tour incluiu todos os pontos turísticos centrais: iniciando na parte medieval (Sé do Porto), passando pelo Palácio da Bolsa, Cais da Ribeira, Ponte S. Luís I, Rua das Flores, Estação São Bento, Livraria Lello e finalizando na Torre dos Clérigos.

Torre dos Clérigos

Durante a tarde comemos bolinhos de bacalhau e os pastéis de nata, deixamos o almoço pra lá pra poder explorar melhor a cidade. Depois do tour ainda passamos pelos jardins do Palácio de Cristal e chegamos até o Mercado do Bom Sucesso. Eu queria ir pra Foz do Douro (praia!!), ao menos pra caminhar beira mar, mas estava ventando muito e prometendo chuva até a noite e resolvemos caminhar somente beirando o rio Douro. Pensamos em visitar as adegas, mas concordamos que um tour explicativo no dia era suficiente e que o dinheiro seria mais bem gasto bebendo vinho que pra saber como eles são produzidos. Passamos ainda pelo famoso Café Majestic (claro que só por fora) e pelo Mercado do Bolhão, mas já estava fechado.

Jardins do Palácio de Cristal

Pegamos um pouco de chuva e voltamos para o hotel pra deixar câmera e mochila e descansar um pouco até sair pra jantar. Dessa vez, eu resolvi experimentar o tal do famoso prato típico de Porto (que até então eu ignorava a existência): “francesinha”, que é feito com fatias de pão de forma com salsichas, linguiça e bife no meio, queijo derretido por cima, um ovo frito por cima do queijo, molho de cerveja com caldo Knorr e batata frita pra acompanhar. Não me perguntem o porquê de inventar de comer esse negócio. O prato não era de todo ruim, mas eu odiei o molho. Meu pai escolheu as sardinhas com legumes e batata, pra sorte dele tenho preguiça dos espinhos da sardinha ou ele teria perdido o prato dele.


Porto a Fátima

Santuário de N. S. de Fátima

Não há trem (comboio) de Porto para Fátima. Se a intenção fosse ir direto pra Lisboa, o preço do ticket seria entre 24 e 30 euros (dependendo de qual velocidade de trem escolhêssemos). Sei que é mais barato se comprado com antecedência, mas preferimos deixar mais espontâneo de acordo com nossa necessidade. Dessa forma, compramos nosso ticket na hora da Rede Expressos na rodoviária (estação de autocarros) que fica na Praça da Batalha. O bilhete comum custou 17,50€ e há desconto pra estudante (até 30 anos), que fez o preço cair pra 14,90€ (se você não perguntar pelo desconto, ele não é oferecido). São 2 horas de viagem e não há paradas entre as duas cidades.


Fátima

A rodoviária em Fátima é quase dentro do santuário, o que facilitou muito a visita. Chegamos às 10:00 e compramos o ticket de ônibus pra Lisboa às 15:00. No próprio guichê da rodoviária tem um guarda volumes onde é possível deixar malas/mochilas. Deu tempo mais que tranquilo de tomar café da manhã, assistir missa (tem quase que de hora em hora), acender nossas velas e conhecer o santuário. Ainda compramos algumas coisinhas – fora do santuário, dentro dele não vimos comércio algum, nem mesmo cafeteria – comer alguma coisa rápida e esperarmos um tempo na rodoviária até dar nosso horário. Tivemos a sorte de visitar esse ano, justamente no ano do centenário das aparições de Fátima (1917-2017), com direito à oportunidade super bacana de ver a exposição temporária “as cores do sol” sobre o centenário. No site oficial tem horários de missa, confissões e terços. O santuário é lindo, mas vale a pena apenas para assistir uma missa e seguir viagem.

Santuário N. S. de Fátima


Fátima a Lisboa
Ônibus (autocarro) pra Lisboa custou 12€ (10,20€ com desconto) e a viagem durou 1 hora e meia, também sem paradas. O ônibus chega diretamente na estação de Sete Rios/Jardim Zoológico.

Pra consultar horário e preços atualizados é só clicar aqui


Transporte em Lisboa

Bondinho em Lisboa

Extremamente confuso, diga-se de passagem. Nos mapas turísticos, há apenas o mapa do metrô, que se resume em quatro linhas. Como o objetivo inicial era chegar ao hotel, compramos nosso ticket de uma ida até nossa estação. O metrô é o mesmo esquema de SP, enquanto não sai da área interna, pode trocar de linha quantas vezes você quiser. No metrô, diferente de Porto, é necessário validar o cartão ao entra e sair. Se for ônibus/bondinho, é apenas ao entrar.
Nosso maior problema com o transporte foi encontrar um mapa completo com as linhas, seja impresso ou informativo no próprio ponto de ônibus. No máximo eles adicionam as linhas dos comboios no mapa do metrô – o que deixou mais confuso, pois achamos que tinha uma linha de metrô até Belém, por exemplo, mas na verdade era comboio. Não há informações sobre ônibus e bonde (somente os nomes dos pontos, que não ajudam muito). Basicamente pegávamos as linhas na sorte ou por ver o destino final escrito na frente. Como pegamos um cartão pra 24 horas, se estivesse errado, era só descer e pegar outro. Mas pra uma capital, ficou bem a desejar.
O bilhete diário é uma mão na roda, mas precisamos de algumas horas pra entender o que era a tal de carris, transtejo (cacilhas) e CP. Não há informação alguma nas estações por escrito que possam ajudar turistas. E se você tiver o azar de precisar comprar um ticket no domingo saindo de uma estação pequena, que foi nosso caso, não há ninguém nos guichês pra ajudar. As opções eram: Carris/Metro 6,15€ - Carris/Metro/Transtejo (Cacilhas) 9,15€ - Carris/Metro/CP 10,15€, todos válidos por 24 horas após primeira validação. Descobrimos depois que a tal de Carris era a empresa de ônibus e bondinho, acreditamos então que a primeira opção atenderia nossas necessidades. Ah, o cartão custa adicionalmente 0,50€ e é válido por um ano. Ainda que a intenção seja utilizar esporadicamente, fica mais barato comprar um único cartão e colocar crédito nele (segundo nosso “guia”, o crédito descontado do cartão é mais barato que comprar unitário com o motorista).


2 noites e 1 dia em Lisboa

Nós nos hospedamos na freguesia de Arroios, próximo da Baixa-Chiado e razoavelmente próximo do Bairro Alto (uns 2 km). Na primeira noite fizemos apenas um reconhecimento de território, caminhamos até a Marquês de Pombal e de lá descemos a Avenida da Liberdade toda, passamos por Rossio, Baixa-Chiado e Praça do Comércio. Passeamos um pouco na orla do Tejo, a intenção era chegar até Santa Apolónia passando pelo Museu do Fado, mas achamos uma redondeza um pouco abandonada então voltamos pra jantar na Baixa-Chiado: mais uma noite de peixe (bacalhau e salmão) e vinho, claro.
Depois da nossa experiência super positiva com o walking tour em Porto, fomos cedinho pra Praça Luís de Camões encontrar o pessoal pra 4 horas de tour pelo centro de Lisboa. Dessa vez não tinha ninguém mais interessado no tour em espanhol e ficamos no guia inglês. Azar em dobro, nosso guia era beeeem maçante. Abandonamos o tour depois de quase 1 hora e 5 quadras (!!!!!!) com a história dos reis de Portugal até início de Lisboa e zero conhecimento sobre a cidade.
Mosteiro dos Jerónimos

Decepcionados com o fiasco, compramos nosso ticket 24 horas carris/metro e fomos em direção a Belém. Em Cais de Sodré, descobrimos que a tal linha cinza era comboio, e nosso ticket não permitiu nossa entrada. Ok, saímos da estação e vimos, por pura sorte, um bondinho indo pra Belém! Descemos no ponto final, ao lado do Mosteiro dos Jerónimos. Aparentemente nós tivemos a sorte (ou azar) de ir pra Belém no primeiro domingo do mês, quando as visitas à Torre de Belém e ao Mosteiro dos Jerónimos são gratuitas. Ambos estavam com filas quilométricas.

Torre de Belém

Compramos salgados de peixe, um vinho verde e nos sentamos em frente da Torre de Belém por um tempo, observando o rio Tejo, os turistas passando e tava rolando até uma pelada de locais. Por fim, decidimos não perder tempo do passeio parados em filas nem de um e nem de outro. Caminhamos pela orla do Tejo até o Padrão dos Descobrimentos, visitamos uma feirinha no Centro Cultural de Belém e finalizamos a visita comendo os famosos pastéis de Belém (pra comida a gente faz um esforço e fica na fila! :D). Sério, nenhum pastel de nata chega aos pés do que a gente comeu lá.

Padrão dos Descobrimentos

Esperando o bondinho comendo os pasteizinhos de Belém


Por fim, pegamos um bondinho L-O-T-A-D-O até o Cais do Sodré e caminhamos de novo ao longo do rio Tejo até a Praça do Comércio. Então subimos pro Elevador de Santa Justa, incluso no ticket 24 horas (operado pelo carris – mas somente pra pegar o elevador, e não pra vista panorâmica no andar de cima). De lá finalmente pegamos o bondinho histórico até Prazeres (número 28) e voltamos na mesma linha até Arroios.

Cais do Sodré

Passamos no hotel e voltamos no Bairro Alto pra jantar. Finalizamos a viagem com caldo verde, mais bacalhau, salmão e vinho. Para uma próxima vez, ficou faltando ir para o castelo de S. Jorge e assistir o Fado. Quem sabe não voltamos logo!

Rio Tejo, Lisboa


Aeroporto Lisboa

O aeroporto de Lisboa é bem tranquilo de chegar. O próprio metrô tem uma estação dentro dele! Além do metrô, há shuttles e linhas de ônibus que vão ao aeroporto. Um único porém é, caso esteja viajando com companhias low-cost, precisa pegar um ônibus para o Terminal 2. Mas nada problemático. É só chegar com tempo, o ônibus é gratuito e sai de 10 em 10 minutos.


Na Alemanha: aeroportos de Weeze e Frankfurt-Hahn

O aeroporto de Weeze, apesar de fora de mão e demorado pra chegar, é relativamente tranquilo. Mas o aeroporto de Frankfurt-Hahn foi a pior ideia da viagem. Pensei que aproveitaria o ticket super em conta da Ryanair e, de quebra, passearia em Frankfurt antes de voltar pra Aachen. Mas o aeroporto fica no meio do nada e a distância do aeroporto até Aachen é basicamente a mesma até Frankfurt. Não tem nenhuma estação de trem por perto e ônibus são escassos. Eu só queria saber se podia sair dali com o ticket Quer-durchs-Land (que cobre todo território alemão – que, aliás, é ótimo pra quem está viajando pela Alemanha: custa 44€ pra uma pessoa e 8€ adicionais pra cada pessoa extra– pode viajar no máx. 5 pessoas por um dia inteiro, sem limites, apenas nos trens regionais), como estava fora do meu estado, seria a opção mais em conta pra duas pessoas de forma espontânea, mas pelo jeito os funcionários do balcão de informações do aeroporto não estão muito atualizados sobre isso.
Recebi a “dica de ouro” de conversar direto com o motorista de ônibus em 2h e meia, quando viesse o próximo ônibus pra Koblenz. Quando deu o horário, percebemos que não vinha ônibus algum. Do outro lado do aeroporto tinha uma companhia privada que operava alguns destinos como Trier, Mainz, Mannheim, Frankfurt, Luxemburgo ou França. Na verdade quase fomos com eles pra Trier – o ticket custaria 22 euros por pessoa comprando no ônibus, na hora. Se eu comprasse online (também na hora), seriam 12 euros. O ônibus foi vazio, mas não me venderam pelo preço da internet e no meio do nada, obviamente a conexão não ajudou muito pra conseguir comprar a tempo. E enquanto estava conversando no guichê deles pra enfim pegar o ônibus pra Frankfurt (15 euros por pessoa – 2 horas de viagem e de lá ver o que faríamos pra chegar em Aachen), a funcionária, que poderia não me dar informação alguma, fez o serviço que deveriam ter feito no balcão de informações do aeroporto: google e telefonemas e descobriu que eu poderia sim pegar ônibus com o ticket que eu queria comprar desde o início e me explicou, de forma correta, onde era o ponto de ônibus que eu estava procurando. Ou seja, estávamos o tempo todo no lugar errado. É FORA do aeroporto!

Com essa informação, não fazia sentido pagar extra num ônibus privado e depois adicionalmente comprar o ticket de trem. Fomos pra estação de ônibus público e lá o motorista não vendia o ticket porque eles não são válidos nas linhas de ônibus (oi?). Exaustos, simplesmente entramos no ônibus e seguimos pra próxima estação de trem da região, em Bullay (?), do tipo, no meio do nada mesmo! De lá, conseguimos comprar o ticket Quer-durchs-Land e finalmente chegamos em Koblenz, onde já deu pra relaxar e pegar a linha direta até Colônia. Aproveitamos pra esticar o passeio lá, visitar a catedral, centro histórico, jantar e, finalmente, terminar nosso passeio seguindo pra Aachen.

Catedral de Colônia, Alemanha

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

De que cor é o seu mundo?



 
Fonte: ClipArt


Algumas semanas atrás, na aula de alemão, li uma história fantástica que infelizmente não consigo achar na internet, vou contar ela bem mais ou menos, resumida e porcamente, mas apenas pra passar a mensagem e quando encontrar atualizo o post para dar os devidos créditos:

“Era uma vez, num país qualquer, vamos dizer Alemanha, uma criança nasce com um óculos de lente azul. Ninguém acha estranho, afinal todos nascem com esse acessório nesse país. Não é possível tirá-lo e, enquanto ela cresce, tem apenas uma certeza: o mundo é azul! Enquanto isso em um outro país, vamos dizer Japão, uma outra criança nasce com um óculos de lente amarela. Ninguém acha estranho, porque todos naquele país nascem com o mesmo acessório. Essa criança cresce com uma certeza: o mundo é amarelo! Mas o jovem alemão, com suas lentes azuis, vai morar um tempo no Japão e abre um pouco seus horizontes sobre o mundo. Ele observa os costumes desse país e resolve escrever um artigo com muita propriedade sobre a cultura japonesa: o país é verde!”


Acredito que o texto seja bem claro, e ele é uma ótima introdução sobre o que quero escrever: sabe aquele ditado que a vida filtra nossos amigos? Achei que era besteira. No entanto, escolhas como onde morar, estado civil, filhos, profissão, religião, partido político, todos eles são filtros poderosos. Desde que vim morar na Alemanha, percebi que apesar dos mais de 2 mil amigos no Facebook, cada vez que vou ao Brasil, são menos pessoas que faço questão de visitar ou de me esforçar para fazer alguma programação. Cada vez tenho menos contato com pessoas que nunca foram importante na minha vida. Alguns, ainda que tenha tido pouco contato durante o ano, ainda tenho um carinho imenso e fico mega feliz de encontrar.
Mas o que tem me chamado mais atenção ultimamente é de como política, leia-se hipocrisia e falta de respeito, nos afastam das pessoas, ainda que online (e consequentemente offline). Desde as últimas eleições, são tantas pessoas postando cada coisa revelando um ódio que eu não imaginava ser possível possuir, que infelizmente toda minha vontade de conversar com essa pessoa foi por ralo abaixo. É que ela não sabe mais falar sobre outra coisa, vira um reclamão da vida, da política, de como está tudo errado, do país de merda que vive, que eu tenho sorte de estar longe, e pronto, adeus vontade de continuar vendo suas postagens. Sim amigo, se a carapuça serviu, você provavelmente está bloqueado. Ou talvez você seja um dos amigos excluídos mesmo. É completamente ok ter uma opinião diferente da minha. Acho que é saudável, democrático. Mas é ingênuo pensar que só você tem razão. Acho bacana quem sabe postar sobre coisas diferentes do que eu acredito num ponto de vista que eu entendo, ainda que não concorde.
Da mesma forma que o contrário também é verdadeiro. Algumas pessoas que nunca fui tão amiga, que só está lá no meu facebook nem imagina a simpatia tremenda que tenho por ela só por causa dos vários posts fantásticos! De postar examente o que eu penso, com propriedade, sem atacar ninguém, mas que eu, confesso, deixei de fazer pela preguiça dos comentários.
E ainda outro filtro importante: a religião. Por que uma mulher ainda em pleno século XXI ainda usa o Hijab para se guardar aos seus maridos (feminismo, oi?)? Por que ainda existe pessoas que se confessam com o padre seus pecados (como se ele não fosse pecador...)? Por  que ainda tem gente dando o dinheiro do dízimo pro pastor (!!)? Sério mesmo que tem gente que acredita em espíritos e reencarnação? E a macumba no terreiro? Que saco, por que você ainda não consegue respeitar a crença dos outros? E sim, eu me confesso com o padre regularmente, faço direção espiritual e vou à missa todos os domingos. Não estou em nenhuma pastoral no momento por conta da dificuldade da língua, mas sinto muita falta! Vai morrer esperando o cara que queira que eu use Hijab e me guarde especialmente pra ele. É completamente contramão dos meus princípios culturais. Mas acho a coisa mais linda a forma que uma mulher muçulmana fala sobre isso! Não é porque não é pra mim que preciso fazer piada ou desrespeitar. É assim tão difícil?
O importante aqui é: não precisa ser da mesma religião nem evitar falar do assunto. Nem oito nem oitenta.  Mas precisa ter um pouco de noção e caridade. O mundo não é azul, amarelo ou verde. Tudo depende das suas lentes, de onde você cresceu, o que viu, o que viveu. Ainda assim, confesso que o bonito da sociedade são as diferenças de como cada um enxerga o mundo. Torna as conversas interessantes sair um pouco da zona de conforto, sem vomitar as próprias “verdades” (?), falar sobre coisas que você não conhece e descobrir que tem um mundo maior que o seu particular. Não temos como tiramos nossas lentes de como enxergamos o mundo, mas podemos trabalhar um pouco mais a intolerância, política e religiosa, e explorá-lo!

domingo, 17 de maio de 2015

Um final de semana em Londres

Londres!  ♥
Viajamos na sexta-feira à noite para aproveitarmos melhor o final de semana! Ficamos em um hostel próximo à estação Camden Town. Do aeroporto pegamos um ônibus até Liverpool Street, caminhamos algumas quadras até Moorgate, e de lá pegamos o último metrô para Camden. Nunca imaginei que uma cidade turística como Londres encerraria o metrô à meia noite, mas de qualquer forma é disponibilizado o Night Bus.
Acordamos razoavelmente cedo, tomamos café e compramos o cartão do metrô (Oyster). PS.: vale muito a pena, sai bem mais barato que comprar ticket para cada viagem, o cartão custou 5 pounds e recarga mínima é de 5 pounds. Dá para recuperar o dinheiro não utilizado depois, e também o dinheiro do cartão. Para dois dias, colocamos 20 pounds (já com o dinheiro para comprar o cartão) e foi suficiente. Se utilizar uma única vez, é debitado somente essa viagem, mas para várias, não passa do valor diário de 6,40 pounds, desde que dentro da zona 1 e 2. Mas precisa prestar atenção para validar cartão antes e depois de cada viagem, passamos errado em uma das estações e bagunçamos todo sistema, mas daí é só ir no guichê, ele viu qual foi o problema no extrato, e estornou o dinheiro que perdemos (por um erro nosso!!).

Borough Market

Pegamos então metrô para a London Bridge e saímos caminhando pela cidade. Esbarramos sem querer na Borough Market e entramos para passear (adoro feiras de qualquer coisa). E sim, os ônibus vermelhos de dois andares pelas ruas são lindos!! Cruzando a London Bridge, tivemos uma vista linda e completa da famosa Tower Bridge, inaugurada em 1894, sobre o rio Tâmisa.

Tower Bridge

Tower Bridge

Caminhamos até mais pertinho e passamos também ao lado da London Tower. Não entramos por termos pouco tempo e não queríamos desperdiçar nossa primeira vez em Londres em museus. Mas por curiosidade, é lá que estão as joias da coroa britânica. Foi construída em 1078, já foi zoológico, prisão, local de tortura e execuções (entre elas a de Ana Bolena), além de palácio real. 


London Tower
London Tower

De lá pegamos o metrô da estação Tower Hill até Embankment, caminhamos próximo ao rio Tâmisa, passamos pela London Eye, a famosa roda gigante de Londres. Eu queria muito ir para ter a vista da cidade, mas o tempo estava horroroso (super nublado), e decidimos então deixar para uma próxima visita. A roda gigante foi inaugurada em 1999, com intenção de ser a Roda do Milênio (Millennium Wheel). Tem 135 metros, mas já não é mais a maior roda gigante do mundo.

London Eye

Fomos chegando cada vez mais perto do Parlamento Britânico (Parliament of the United Kingdom of Great Britain and NorthernIreland). E lá são mil fotos, é lindo demais, de todos os ângulos e arredores da cidade quando aparece um pedacinho dele. Outra curiosidade: Big Ben é o nome do sino localizado na Torre do Relógio, e não da torre em si.

Parlamento Britânico
A Torre do Relógio e o Big Ben

Passamos pelo Palácio de Westminster, Westminster Abbey e cruzamos o St. James’s Park até o Palácio de Buckingham e o Memorial de Vitória em frente. Confesso que fiquei decepcionada com a Rainha, que palácio mais sem graça! A Europa tem centenas de palácios e castelos muito mais bonitos. Dizem ainda que ele foi bombardeado 7x durante a Segunda Guerra Mundial!

Palácio de Buckingham
Portão para o Green Park

Logo ao lado tem o portão para o Green Park, basicamente logo em seguida começa o famoso (e gigantesco) Hyde Park, de 142 hectares, quase do tamanho do Ibirapuera (158 hectares). Mas se contar a área do Kensington Gardens (111 hectares), fica obviamente bem maior.

Piccadilly Circus

Piccadilly Circus com Estátua de Eros ao fundo

Mas vimos pouco do parque, fizemos uma curva em direção à Piccadilly Circus, uma das áreas mais movimentadas de Londres, um pouco a la Times Square NY. Queria demais assistir a um musical, quase fiquei maluca com tanta opção, mas de novo, pouco tempo! Mais um pouquinho e chegamos em Chinatown! Vários restaurantes, padarias, mercados, lojas e souvenires chineses. Infelizmente chegamos depois de almoçar (Ed’s Easy Diner – super Burger americano, recomendo!!) em Soho. Mas prometemos voltar no dia seguinte.

Chinatown

Escolhemos apenas um Museu para essa vez: British Museum, e foi uma decisão feliz. É de graça e vale a pena. Escolhemos uma das alas para aproveitar bem, pois obviamente em apenas poucas horas não é possível ver o museu todo. Escolhi a ala das múmias e foi incrível!
British Museum


Múmias!!

Voltamos caminhando para próximo do rio e passamos pela Downing Street (Casa do Primeiro Ministro Britânico). E após uma boa visão noturna dos principais pontos turísticos (dessa vez iluminados e ainda mais lindos), encerramos a noite em um PUB Inglês.

Londres à noite

Como sou MUITO turista, iniciamos o domingo no metrô em direção à King’s Cross! Tirei minha foto super micosa na Plataforma ¾ em direção à Hogwarts!!! E quase morri dentro da loja de souvenires. De lá pegamos metrô para Green Park para vermos a tal troca da guarda real. Disseram que é uma cerimônia imperdível, mas sinceramente só perdemos nosso pouco tempo.

Platform ¾

Passamos novamente pela Westminster Abbey, fundada em 960, estilo gótico, é a igreja mais importante de Londres da Inglaterra, local onde ocorre a coroação do Monarca do Reino Unido. Dessa vez não tivemos tempo de visitar (a missa era muito cedo e não conseguimos levantar), e de domingo não é aberta ao público.

Westminster Abbey

Voltamos para o Piccadilly Circus e almoçamos no Chinatown. NOTA: garçons chineses são mega mal educados!!! A comida vale a pena, mas parece que eles estão tempo todo de saco cheio de turistas. 

Palácio de Kensington

Metrô para South Kensington, passeamos pela Kensington Gardens e passamos pelo Palácio de Kensington, residência oficial do Duque e Duquesa de Cambridge e dos filhos George e Charlotte. Cruzamos o parque em direção a Nothing Hill e encontramos algumas lojas abertas, feira de antiguidades... metrô de novo para St Paul’s para assistir missa na Catedral de St. Paul, onde a Lady Diana se casou.

Catedral de St. Paul


Finalizamos o segundo e último dia em Londres em outro PUB Inglês perto do nosso hostel: The World’s End (Camden). TOP com um heavy metal tocando ao fundo. Dia seguinte madrugada: aeroporto e trabalho! Voltaremos em breve, com toda certeza!